DestaquesDestrinchando

Café Racer. Street Figther.

Café Racer. Street Figther.

Já ouviu falar? Não é uma lanchonete. Não é nome de videogame. Tampouco uma nova modalidade do MMA. Esse estilo de motocicleta não é muito comum no Brasil e nem em Minas Gerais, ao contrário dos gringos, que amam e cultuam esse tipo de moto.

Esse termo veio dos britânicos, que faziam as motos no estilo “racer”, ou seja, parecidas com as motos de  corrida e usadas por corredores de rua para irem  de “cafés em cafés”, como são chamados os bares e lanchonetes naquele país. Daí veio o termo Café Racer. O mais tradicional existe até hoje e se chama Ac Café.

Café Racer. Street Figther.

Já as Street Figthers são derivadas de motos esportivas, ou seja, motos derivadas das motos de corrida. As carenagens são retiradas e mudanças como grandes faróis, guidões de MotoCross e escapamentos personalizados, entre outras, fazem parte das mudanças.

Mas não vou ficar contando histórias dos gringos, pois estamos aqui para falar de Minas e dos Mineiros. E por aqui temos um apaixonado pelos dois estilos. Marcelo, ou Marcelinho, como é chamado pelos amigos, tem uma antiga história com as motos.

MOTOS DESTRINCHANDO

Desde menino, sempre dando seus rolés de Montesa (uma antiga e muito brava moto de trail espanhola)  pelas ruas do Retiro das Pedras ou saindo com os amigos pelas ruas da cidade, Marcelo sempre teve suas motos.

E não foi por acaso que Marcelo montou dois exemplares de motos nesses estilos. As motos são uma antiga paixão de Marcelo. Duas Yamaha, RD 350. Uma, ano 1974, foi transformada em Café Racer. A outra, 1987, já da segunda geração, é a Street Figther.

As Yamaha RD 350 sempre foram motos muito bravas, isso sem nenhum preparo, e que levaram muitos jovens para o além precocemente. Ela não admitia erros e levava ao chão os incautos e desprovidos da competência necessária para tocar aquelas motos. Por causa disso, recebeu o singelo apelido de “tampa de caixão”.

A RD 1974 foi totalmente transformada. Sobraram o chassi e a balança traseira da moto original. A mecânica da antiga RD foi trocada pela da nova geração, refrigerada a água. O tanque é da RDZ, uma antiga 135 cilindradas, também da Yamaha, que tinha um belo visual, mas não vingou no mercado, sendo aposentada precocemente. A rabeta foi feita em chapa de metal e conta com uma lanterna traseira é da RD 1974, original. As rodas são da RD segunda geração, amortecedores a gás e uma série de peças para aumento da performance da motocicleta, para que ela possa ter o título de Café Racer.

Já a RD branca, 1987, é da segunda geração. Carenagem retirada, que é uma das maiores características das Street Fighter e um preparo digno de uma pista de corridas. Freios especiais, suspensão dianteira retrabalhada, escape feito sob medida e um motor digno do nome que leva. Esse motor tem um preparo tão forte que foi feito para andar com álcool, pois todo motor a álcool tem mais potência que os motores a gasolina. A lista de peças de performance é extensa e muito técnica, então não vou fritar a cabeça dos leitores com esse dados.

Mas podem ter certeza que, assim como a atitude que as derivou, Marcelo também pode até ir para um Café com elas. Só que ele vai muito mais rápido que os outros.

E a Street Figther também cumpre o seu papel de guerreira e deixa muita moto “teoricamente” mais forte de fábrica, sentindo o cheiro do óleo de dois tempos que essas motos usam, pois com certeza, se alguém se aventurar com essas motos na estrada, a única coisa que vai ver será a traseira delas.

Marcelo é apaixonado por motos, Hot Rods e mineiro, com muito orgulho.

 

 

Destrinchando

Destrinchando

Anterior

Cinquentinha na moda

Próximo

As mulheres mais poderosas no volante