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Board games em ascensão

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Mercado de board games em ascensão: editora mineira triplica o número de vendas em três anos

 

Mesmo em tempos de jogos digitais, o universo dos board games ainda vive. Em 2017, o setor, que inclui jogos de tabuleiro, cartas e memória, faturou cerca de R$567 milhões, 6% a mais do que no ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Fabricantes de Brinquedos. De acordo com o site especializado BoardGameGeek, 4.000 jogos de tabuleiro foram lançados apenas em 2018.

 

A Geeks N’ Orcs (GNO), editora brasileira de jogos de tabuleiro e cartas, é um exemplo forte disso. O fundador, Renato Simões, conta que obteve retorno sobre o seu investimento já nos primeiros dois anos de atividade da empresa. Lançada em 2015, em seu ano de estreia a editora vendeu 800 unidades de jogos. No ano passado, a Geeks fechou com 2800 jogos comercializados.

 

Renato conta que a história da GNO teve início quando o jogo Piratas! foi criado. “Quando produzimos o Piratas!, a ideia era fazer apenas um único jogo. Mas, ao perceber as possibilidades e carências do mercado, decidimos investir e buscar mais títulos para entrar de vez nessa área”, diz.

 

Esse tipo de jogo tem cumprido diversos papéis no contexto em que vivemos, principalmente, no desenvolvimento das habilidades sociais, incentivo a interação por meio de atividades lúdicas e estímulo à momentos de relaxamento e descontração. Além de contribuir para a conservação da saúde mental de seus adeptos, os jogos de tabuleiro e cartas são capazes de reunir diversas gerações em uma mesma mesa e impulsionar a comunicação e troca de ideias entre os participantes, reconduzindo a relação entre pais e filhos, parentes e amigos.

 

O valor de um jogo varia muito dependendo de seu projeto, mas geralmente custa entre R$20.000,00 e R$150.000,00. A primeira edição do Piratas!, por exemplo, custou cerca de R$9.000,00 entre artes, textos e produção, já a segunda tiragem custou R$42.000,00.

 

Há também a possibilidade de financiamento coletivo, como aconteceu com o “Valente – O amor em jogo”, criado em parceria com Vitor Caffagi, quadrinista brasileiro e autor do roteiro que serviu de base para o filme “Turma da Mônica – Laços”.  “Até hoje foi o nosso único jogo custeado por meio de financiamento coletivo. A meta era de R$6.500,00 e alcançamos R$61.367,00, com o apoio de 545 pessoas. Foi um grande sucesso!”, conta entusiasmado o game designer. Em catálogo, a GNO também possui: Por favor, não corte minha cabeça!; Loot; Unreal Estate; Melvin vs Kronk; Futboard e Crop Rotation.

 

Atualmente, a editora conta com 42 pontos de vendas e tem a intenção de fechar 2019 com pelo menos 60 lojas. “Nosso objetivo é lançar mais quatro novos títulos e ampliar para doze produtos ativos em catálogos”, planeja.

 

 

Lucas Machado

Lucas Machado

Escritor, profissional de Marketing e Comunicação.

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