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Black Blocs

Black Blocs

Por Lucas Machado

Algumas Frases encontradas em referencia aos Black Boocs{….} Nunca vistos a não ser quando temidos{…}

Não se esqueçam eles vão as ruas {…} Léo Ferré, Les anarchistes

Os Black Boocs são os melhores filósofos políticos da atualidade.

Nicolas Tavaglione ( le Currier, Gênova).

Um dia a História nos vingará. Participante de um Black Booc, Toronto. 05/2010

 

Não pretendo aqui falar “em nome” dos Black Bloc, o que é impensável a qualquer pessoa que conheça um pouco deste fenômeno. O objetivo é colocar aqui alguns pensamentos e examinarmos com base nas suas ações e comunicados, que foram narrados por seus membros ativos em diversos países nos últimos 15 anos.

Greves de fome, passeatas, atos públicos, abaixo assinados, desobediência civil, vigílias , barricadas, sabotagens, ataques de coquetel Molotov. As formas como movimentos sociais se manifestam, hoje em dia, são bem variados. Incluindo atos pacíficos.

A mídia sempre retrata o Black Bloc como excepcionalmente violentos. No entanto, quando comparados a violência extrema e muitas vezes letal praticada em conflitos sociais no passado. Lembrando que a corrupção também é um ato de violência, no presente como a corrupção política no Brasil a qual estamos sendo saqueados, e nosso governo matando indiretamente, eles parecem até contidos.

É bom lembrar que a corrupção ativa ou passiva, praticada principalmente no Brasil, desde os primórdios, talvez não chegue perto do 0,00001 % da nossa noção de matar indiretamente

Entre muitas pesquisas sobre os Black Blocs, depois de ler e reler muitos livros, documentos de internet e diversas interpretações, acredito que poderemos ajudar a vocês leitores, entender um pouco esse fenômeno social, que de alguma forma impactou e ainda pode surpreender a todos com suas aparições mundo afora.

Em meio a sociedades enlouquecidas pela ansiedade de conhecimento alheio, corridas homéricas por celebridades, mesmo com tantas coisas acontecendo ao nosso redor, eles fazem questão ao anonimato.

 

Entre milhares de livros e palestras de autoajuda tentando formar líderes, eles se organizam de maneira a se tornar chefes altamente desnecessários. No mundo inteiro a imagem deles já parece suficiente para inspirar a intrigas e o terror em todas as autoridades.

A cena de batalhas nas ruas das grandes cidades são razões para escândalos midiáticos. Mas não só por caminharem juntos, formando com seus corpos uma bandeira grande anarquista, para trazer a tona lembranças de resistência e lutas.

Mais recentemente os movimentos sociais ficaram conhecidos por incluírem unidades de choque mais ou menos organizadas e preparadas para enfrentar a polícia. No decorrer dos eventos de Maio de 1968 em Paris, vários manifestantes usavam capacetes e portavam cassetetes.

Quando a Sorbonne foi ocupada, podiam-se ver os famosos Katangais circulando com armas circulando com armas inclusive de fogo. Mais ou menos na mesma época no Estados Unidos, os wathermen, surgidos do movimento estudantil, formaram unidades de manifestantes com capacetes e bastões. Em 1969, durante os “Days of Rage” em Chicago, cerca de 500 manifestantes antirracismo e anti-guerra organizados em pequenos grupos, equipados com capacete e motocicletas, bastões e tijolos, enfrentaram a polícia frente a frente. E o interessante é que muitos desses batalhões eram formados por mulheres.

Não se sabe ainda quando o grupo foi chamado de Black Booc, pela primeira vez alguns afirmam que foi no início dos anos oitenta, quando um chamado pela mobilização anarquista de maio em Frankfurt, pediam as pessoas para que se juntasse ao Black Booc. Outros dizem que foi quando a  polícia entrou para desmontar e acabar com a “Republica livre de Wendlland”.

Não se tem a algum tempo a lembrança deles em nenhuma das últimas manifestações e ataques terroristas, mas por trás deles com certeza há muitos mistérios, mesmo sendo grandes conspirações. Pois onde a injustiça impera com a ganância exacerbada, quem sabe, eles podem aparecer com outras vestimentas, ou até mesmo de verde e amarelo.

Lucas Machado

Lucas Machado

Escritor, profissional de Marketing e Comunicação.

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