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Biro Biro Corinthians

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Por Lucas Machado – Entrevista

Destrinchando entrevista. Biro Biro um dos atletas de futebol mais diferenciados de todos os tempos. Confira;

Biro-Biro, Tiririca ou lero-lero.

Bom na realidade encontrei essa figura em SP, e não acreditei quando perguntei se ele era o grande volante Biro-Biro, quando futebol ainda me chamava a atenção, a resposta: “Sou eu mesmo amigão”. Daí não teve como, me apresentei e gerou essa entrevista e minhas incansáveis pesquisas por pessoas diferenciadas e com estilo próprio.

Se por acaso você falar para qualquer corintiano ou brasileiro quem foi Sócrates, Casagrande, provavelmente muitos saberão te responder. Mas o que representou ao futebol, Antônio José da Silva Filho, seria muito pouco provável.

Mas esse jogador passou por alguns times, principalmente pelo Corinthians, deixou alguns títulos mas na minha opinião um dos mais emblemáticos na questão visual, não que era um bom vivan ou um boêmio, como muitos de seus companheiros de equipe, pelo contrário era um exemplo dentro e fora de campo participou de um dos maiores movimentos do futebol de todos os tempos, a Democracia Corintiana.

O volante Biro Biro ( Santo Amaro, PE, 18/05/1959) foi certamente um dos jogadores mais folclóricos e populares de toda a história do “Timão. Muito disso se deve a seu apelido é do doce típico do Nordeste chamado Biri-biri, uma espécie de pirulito que seu pai, Cândido José da Silva, adorava.

Como a sua semelhança com seu pai era enorme, o garoto passou a ser chamado de Biri-biri filho e em seguida, para facilitar a pronúncia, Biro-Biro. Na verdade Biro-Biro preferia e prefere até hoje, Goiabada com creme-de-leite.

Esse cara chegou ao Corinthians na ditadura militar, perto das eleições do senado. Mas para a fiel torcida do seu time foi consagrado. Sua primeira grande exposição foi quando o presidente do clube na época anunciou a chegada de um novo volante o “Lero-lero”. A confusão com o presidente entrou para a história.

Incansável, era o adjetivo apropriado a seu estilo de jogo. Mas a um tempo atrás veio uma das maiores marcas desse cara para a minha pessoa. Ele foi chamado para fazer uma campanha publicitária para uma grande marca de refrigerantes com uma pergunta bastante instigadora.

“Quem é o melhor: Maradona ou Biro-Biro”? O vencedor seria escolhido através de urnas colocadas nos pontos-de-venda do refrigerante. O comercial se valia com uma boa carga de ironia, da grande rivalidade entre Brasil e Argentina, cutucando nosso hermanos em favor de Biro-biro. E é óbvio que foi o vencedor da enquete, que por sinal uma jogada maravilhosa e MKT.

Biro-Biro deixou para o Brasil uma reflexão que talvez nós que o vimos jogar, vale a pena. Para ser um grande ídolo no futebol, não precisa salários maiores que o território nacional, não precisa ser aquele craque, gênio ou ter jogado na seleção. Basta ser estiloso e bem estiloso no caso, não ser o tiririca e não ficar por ai de lero-lero.

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Lucas Machado

Lucas Machado

Escritor, profissional de Marketing e Comunicação.

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