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Balé

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Por Blenda Girardi

Crédito: Marcus Santiago

As curiosidades são inúmeras em torno do universo do balé e em tudo o que permeia a dança e o entretenimento em geral. E há uma satisfação enorme em poder tentar sanar ao máximo os curiosos.

É sempre interessante as perguntas feitas. A cada publicação nas redes sociais, novos questionamentos aparecem e a interação é maravilhosa.

A proximidade aumenta e também o público em geral passa a valorizar mais o nosso trabalho nos palcos!

De tantas coisas que a vida tem nos ensinado, muitas marcaram. Marcam até hoje. Podemos citar as primeiras aulas de anatomia na faculdade de Educação Física.

Foi lá que descobri definitivamente porque eu já não era fã de carne vermelha. Mas principalmente, como a gordura pode ser literalmente implacável para o nosso organismo e mobilidade quando não controlada.

Se todos tivessem a oportunidade de ver como um pulmão tomado pelo tabaco, ou um fígado exaurido pelo excesso de álcool provoca em todo o organismo, as pessoas seriam mais motivadas a um estilo de vida saudável.

E, inspiradas por tantas perguntas, exponho hoje um lado que quase nunca é falado, mas muito sabido entre mamães, professores, ensaiadores e maîtres: a competitividade na dança.

Ora, o homem moderno foi praticamente empurrado às feras da selva de pedra rumo a uma vida considerada digna.

As pessoas não se surpreendem tanto mais quando ouvimos que alguém foi comprado por milhares de reais pra subir de cargo na empresa ou faltou com a verdade para conseguir status perante o chefe.

Mas, quando falamos de delicadas sílfides sorridentes no palco que podem rasgar figurinos antes do espetáculo, empurrar colegas em sala pra pegar o melhor lugar na coreografia, a surpresa é enorme. Mudam-se os comportamentos, a sangria é a mesma: o tal do chegou a minha vez, eu sou melhor, enfim; o eu.

Poderíamos citar inúmeras outras ações deste tipo com muitas bailarinas. O fato é que sim, a dança profissional é extremamente seleta. Entre bailarinos, percorre o fantasma de que a dança que escolhe você, e não você a ela. Mas tem duas coisas que não são questão de escolha e sim, posicionamento: caráter. Principalmente quando ninguém estiver te olhando.

E a segunda coisa é o amor. Mas não a forma de amor que virou moda todo mundo falar. E sim, ao amor doador, ao amor da renúncia em prol de um objetivo. Aliás, são nas dificuldades da vida, que descobrimos o amor. Em tudo na vida.

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Lucas Machado

Lucas Machado

Escritor, profissional de Marketing e Comunicação.

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