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Academias no verão

Academias no verão

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Por Blenda Girardi

Ah… O Verão! Calor, Sol, praia, piscina, enfim! Só sei que a estação mais quente do ano combina com… Azaração! Dependendo da região que você estiver lendo, talvez ainda não tenha entendido por esse nome, caro leitor. Muito simples de resolver:

É a clássica paquera. É curioso como que em tempos de termômetros marcando quase 40 graus, se falam
mais disso, e paqueram mais também. Por que será? Ouço muito falar que o Sol deixa as pessoas mais alegres e extrovertidas.

Mas não vamos entrar em estudos científicos sobre isso hoje. Apesar disso tudo, em tempos modernos, onde a autoafirmação, o ‘eu’, se faz mais presente do que nunca, ainda existe realmente a tal paquera? O jogo da conquista?

Em minhas palestras, observo inúmeras mulheres caindo sempre no mesmo questionamento: ‘homem
hoje em dia não sabe se aproximar’, ou, ‘os homens são devagar’, e outras frases mais que prefiro não escrever; pelo menos, por enquanto! E os homens? Eles também deixam suas pistas: ‘eu não entendo aonde ela quer chegar’, e por aí vai.

Repararam que a ‘culpa’ da paquera não vingar é sempre da outra pessoa? E se for mesmo, estamos passando os sinais certos? Sem mais perguntas, gostaria de refletirmos juntos.

Inúmeras pessoas, pelo menos nas experiências que observo ao longo das histórias que ouço e fatos que acompanho, é que, no afoite de quase ninguém estar conseguindo entender o interesse no outro, ela (a paquera mesmo), simplesmente sumiu! São mulheres indo à caça, homens obstinados a beijos tórridos sem saber sequer o nome da mulherada! Ok.

Tem quem goste. Mas e a turma do ato de paquerar? Alguém aí disposto ao desafio da conquista?
Eu disse que não faria mais indagações no texto de hoje, mas foi quase inevitável, pois em meio a hits de verão e pouca roupa, ainda não consegui encontrar… ela, a paquera!

Não sei, pode parecer meio antiquado, mas ainda existem homens e mulheres nesse time. Cada um
a seu modo. E num mundo onde o ‘eu’ tem gritado, me permitam uma sugestão! Comportar- se diferente pode ser uma forma bem interessante de mostrar-se.

Enquanto todo mundo no mesmo bloco de carnaval vai num ritmo, lá está você, no bloco da folia, mas num compasso diferente; no embalo da paquera. Quem sabe assim ela ressurge. E então, ficamos todos satisfeitos.

Os foliões daqueles mais apressadinhos, e os também simpatizantes do desafio de se aproximar de uma maneira que, de tão antiquada hoje em dia, se torna nova; diferente. E viva o Verão!

Blenda Girardi

Blenda Girardi

Bailarina profissional há mais de 20 anos. Primeira bailarina clássica em sua companhia em Belo Horizonte/MG aos 19 anos e posteriormente, dedicou-se a todos os outros estilos de dança. (Jazz, contemporâneo, jazz funk, hip hop,
samba, musicais, etc). Formada também em Educação Física, estudante de teatro e canto atualmente.

Trabalha em programas de tv, como o ‘Domingão do Faustão’, da Rede Globo de Televisão, nos quadros que necessitam de bailarinos., fotografa como modelo para campanhas, etc.

Tem um solo show intitulado ‘Samba De Ponta’; que é um misto de samba com ballet nas sapatilhas de ponta, fazendo apresentações em eventos nacionais e internacionais. Destaque para o encerramento da Copa do Mundo de Judô, transmitido ao vivo pelo SPORTV, canais Globo.

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