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A REAL INTERPRETAÇÃO DA OBRA: O GRITO

A REAL INTERPRETAÇÃO DA OBRA: O GRITO

 

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Por Rachel Capucio

O Grito é a obra prima do pintor norueguês Edvard Munch, considerada uma das obras de arte mais famosa do mundo. Pintada pela primeira vez em 1893, a tela pode ter sido interpretada equivocadamente por mais de 120 anos. Uma inscrição presente numa versão até então desconhecida da pintura, contradiz a interpretação até hoje aceita da obra, sugerindo que o protagonista não está gritando.

O quadro era visto por muitos especialistas como uma representação da angústia existencial do ser humano, especialmente em virtude da revolução industrial na virada do século XIX para o XX.

Em uma litografia datada também de 1893,o próprio artista registrou para a mesma cena, o seguinte texto: Senti um grande grito em toda a natureza. Esta simples anotação sugere que o conhecido personagem em primeiro plano na obra, com os olhos arregalados e a boca aberta, não está emitindo um grito, mas sim, tampando as orelhas, aterrorizado por algum barulho que surgiu à sua volta.

Essa abordagem também condiz com o título original dado pelo autor à pintura: O Grito da Natureza. O que ainda pode ser debatido é se, para Munch, esse “barulho” ouvido era real ou imaginário.

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Rachel Capucio

Rachel Capucio

Rachel Capucio de Paula e Silva é advogada, graduada pelo Centro Universitário de Belo Horizonte(UNI-BH), pós-graduada em Direito do Estado (Universidade Anhanguera/Uniderp) e em Ciências Criminais ( Faculdade de Direito Padre Arnaldo Janssen).

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