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A História do soldado

A História do soldado

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Depois do sucesso das apresentações de setembro de 2018 de A História do Soldado, o público poderá conferir novamente a união da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e da Cia. de Dança Palácio das Artes com o ator e humorista Saulo Laranjeira para interpretar a obra de Igor Stravinsky.

Com regência de Silvio Viegas, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais participa com formato reduzido, seguindo as exigências da própria partitura de Stravinsky, com os naipes de Corda (violino e contrabaixo), de Sopro (clarineta, fagote, trompete e trombone) e Percussão. Já a Cia. de Dança leva ao palco oito bailarinos, revezando a intepretação dos três personagens principais da história: o Soldado, o Diabo e a Princesa. Para completar o elenco da montagem, o ator e humorista mineiro Saulo Laranjeira empresta sua voz a um dos personagens mais instigantes da história, o Narrador. Este concerto tem a correalização da APPA – Arte e Cultura.

Obra versátil – Escrita em um período de devastação no continente europeu devido ao fim da Primeira Guerra Mundial, a composição reflete o clima que assolava a região. A proposta de Stravinsky com a obra era proporcionar um momento de alegria a seu povo, como explica o maestro Silvio Viegas. “Nessa época, os recursos eram mais escassos e, por isso, ‘A História do Soldado’ tem esse formato mais reduzido, lembrando uma miniópera ou um espetáculo de bolso. Mas essa alteração não diminuiu a beleza da composição”, destaca o regente.

Silvio Viegas também chama a atenção para a versatilidade da obra, que pode ser executada de maneiras diferentes. “Essa peça, em especial, tem várias formas de ser levada ao palco. Ela pode ser apenas um concerto de câmara ou uma obra encenada, com a presença de bailarinos e atores no palco. Há uma gama de possibilidades de mudanças de cores, o que é sempre muito interessante. Estamos escolhendo a nossa cor, que preza, principalmente, pela união dos corpos artísticos”, pontua.

Uma dança sinfônica – A Cia. de Dança Palácio das Artes propõe uma releitura da composição de Stravinsky, mesclando o virtuosismo da música sinfônica à abordagem vanguardista da dança contemporânea. A começar pelo elenco, formado por oito bailarinos do corpo artístico, que se revezará no palco entre as três personagens principais da história, ora interpretando de forma individual, ora em duplas. A coreografia propõe uma experiência inventiva. Sem utilizar objetos comuns à narrativa, como o livro do soldado e o violino, a dança estimula o público a sentir uma história que também é contada por meio de gestos e movimentos.

De acordo com Cristiano Reis, a proposta é mostrar que o resultado da mistura entre a dança contemporânea e a música sinfônica pode ser surpreendente. “Nossa ideia é revisitar essa obra centenária a partir de um olhar próprio, com as vivências e experiências da Cia. de Dança para, então, desconstruir uma composição que já é clássica e permitir que a dança também ocupe, à sua maneira, aquele espaço”, comenta Cristiano Reis.

Minas Gerais na alma – A convite do maestro Silvio Viegas, Saulo Laranjeira participa do concerto interpretando o Narrador de toda a trama. Um dos mais consagrados nomes das artes cênicas no país, Saulo Laranjeira tem um currículo respeitável, passando por variadas produções, desde os dramas às comédias.

“O Saulo é um dos maiores artistas brasileiros. Ele carrega Minas Gerais na sua fala, na sua arte, na sua alma. Mesmo sendo conhecido do grande público por sua veia cômica, é uma experiência nova contemplar seu trabalho sob o olhar dramático que a obra de Stravinsky demanda. Ter um artista da grandeza do Saulo Laranjeira trabalhando em uma produção da Fundação Clóvis Salgado é motivo de imenso orgulho para nós”, comenta Silvio Viegas.

Saulo Laranjeira já interpretou trabalhos de grandes poetas como Camillo de Jesus Lima, e emprestou sua voz para a ópera “Auto da Catingueira”, obra de Elomar Figueira Mello. Narrar a história de Stravinsky é, para o artista, um dos momentos mais importantes de sua carreira.

“Com certeza o público pode esperar uma versão magnífica dessa obra encantadora de Igor Stravinsky, que ocupa um lugar importante na história da música do século XX. Estou muito feliz em trabalhar novamente com Sílvio Viegas, que é um maestro extraordinário, com uma trajetória artística impecável e um histórico brilhante à frente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. A participação da Cia. de Dança Palácio das Artes se destaca de maneira surpreendente, com uma coreografia belíssima e emocionante”, conclui Saulo.

Sinopse:

A composição de A História do Soldado narra o retorno de um soldado à sua terra natal, interrompido por um encontro inesperado com o Diabo, que lhe propõe uma troca. Ele sugere ao Soldado que lhe entregue seu violino (que representa sua alma), por um livro que lhe trará toda riqueza que ele possa imaginar. A princípio, o soldado não se interessa pela proposta, já que não sabe ler, mas o Diabo lhe convence que para a magia funcionar ele não precisa ter o conhecimento da leitura, o próprio livro fará com que ele leia. O Soldado aceita, mas o Diabo pede que ele o siga até sua casa para que possa ensiná-lo a tocar o violino. O que inicialmente parecia ter sido apenas três dias de aula, na verdade, foram anos. Desde então, o Soldado percebe que sua vida e felicidade estão ameaçadas em função dessa troca e ele tenta, a todo custo, se libertar das artimanhas do Diabo.

Orquestra Sinfônica de Minas Gerais – Considerada uma das mais ativas do país, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais cumpre o papel de difusora da música erudita, diversificando sua atuação em óperas, balés, concertos e apresentações ao ar livre, na capital e no interior de Minas Gerais. Seu atual regente titular é Silvio Viegas. Criada em 1976, foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural do Estado de Minas Gerais em 2013. Participa da política de difusão da música sinfônica promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, a partir da realização dos projetos Concertos no Parque, Concertos Comentados, Sinfônica ao Meio-dia e Sinfônica em Concerto, além de integrar as temporadas de óperas da FCS. Mantém permanente aprimoramento da sua performance executando repertório que abrange todos os períodos da música sinfônica, do barroco ao contemporâneo, além de grandes sucessos da música popular, com a série Sinfônica Pop. Já estiveram à frente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais os regentes Wolfgang Groth, Sérgio Magnani, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Aylton Escobar, Emílio de César, David Machado, Afrânio Lacerda, Holger Kolodziej, Charles Roussin, Roberto Tibiriçá e Marcelo Ramos.

Silvio Viegas – Regente titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, é professor de Regência na Escola de Música da UFRJ. Foi Diretor Artístico da Fundação Clóvis Salgado de 2003 a 2005; maestro titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro de 2008 a Desde o início de sua carreira tem se destacado pela atuação no meio operístico, regendo títulos como O Navio Fantasma, L’Italiana in Algeri, O Barbeiro de Sevilha, Don Pasquale, Così fan Tutte, Le Nozze di Figaro, A Flauta Mágica, Carmen, Cavalleria Rusticana, Romeu e Julieta, Lucia di Lammermoor, Il Trovatore, Nabucco, Otello, Falstaff, Salome, La Bohème e Tosca. Como convidado, esteve à frente da Orquestra da Arena de Verona, Sinfônica de Roma, Sinfônica de Burgas (Bulgária), Sinfônica do Festival de Szeged (Hungria), Orquestra do Algarve (Portugal), Sinfônica Brasileira (OSB), Teatro Argentino de La Plata (Argentina), Filarmônica de Montevidéu e Sinfônica do Sodre (Uruguai), Amazonas Filarmônica, Petrobras Sinfônica, Sinfônica do Paraná, Sinfônica do Theatro São Pedro-SP, Orquestra do Teatro da Paz, Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, entre outras. Natural de Belo Horizonte, Silvio Viegas estudou regência na Itália e é mestre em regência pela Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais, tendo sido discípulo de Oiliam Lanna, Sérgio Magnani e Roberto Duarte.

Cia. de Dança Palácio das Artes – Reconhecida como uma das mais importantes companhias do Brasil e uma das referências na história da dança em Minas Gerais. Tem a pesquisa, a investigação, a diversidade de intérpretes, a co-criação dos bailarinos e a transdisciplinaridade como pilares de sua produção artística. Seus espetáculos estimulam o pensamento crítico e reflexivo em torno das questões contemporâneas, caracterizando-se pelo diálogo entre a tradição e a inovação. A história da Cia. de Dança Palácio das Artes faz parte do processo de grandes transformações ocorridas no campo da dança. Fundada em 1971, iniciou seus trabalhos com um repertório clássico. Em 1985 houve uma ruptura do Grupo com a linguagem clássica e, em 1999, deu-se o início dos trabalhos com o método bailarino-pesquisador-intérprete, que propõe a legitimação do bailarino como sujeito de sua própria dança. A Cia. de Dança possui um método singular de criação dos espetáculos, que inclui um profundo processo de pesquisa e concepção por parte dos bailarinos. Já se apresentou em várias cidades do interior de Minas, capitais do Brasil e também em países como Cuba, França, Itália, Palestina, Jordânia, Líbano e Portugal.

Cristiano Reis – Atual regente da Cia. de Dança Palácio das Artes (CDPA), Cristiano Reis é natural de Uberlândia/MG. É mestre e licenciado em Artes Cênicas pela Escola de Belas Artes da UFMG e gestor cultural pela Fundação Clóvis Salgado. Atua como coreógrafo, professor e preparador corporal de atores. Como bailarino da Cia de Dança Palácio das Artes recebeu os prêmios de Melhor bailarino, SESC/SATED-MG e SINPARC USIMINAS pelas coreografias Quimeras e Carne Agonizante, em 2008, e também prêmio de Revelação em Artes Cênicas SESC/SATED-MG pelo espetáculo Coreografia de Corde”, em 2005. Como coreógrafo, recebeu prêmios em festivais e concursos como o Festival de Joinville, Passo de Arte, FestSesi/Araxá, Dança Ribeirão, Festdança/São José dos Campos, São Leopoldo em Dança, entre outros. Destacam-se os prêmios de Melhor Coreógrafo do CBDD de Uberaba e Prêmio estímulo do Festival de Dança do Triângulo de Uberlândia, ambos em 2010. Em 2015, assumiu a direção artística da Cia de Dança Palácio das Artes.

Saulo Laranjeira – Saulo Pinto Muniz (Pedra Azul-MG, 11/11/52) é humorista, ator, apresentador, cantor, narrador e compositor. Idealizador e apresentador do programa televisivo Arrumação, desde 1987, que divulga o trabalho de artistas da autêntica cultura brasileira. Saulo ainda interpretou o Deputado João Plenário do programa humorístico A Praça é Nossa (sbt), por mais de 20 anos. Dentre os principais parceiros ou companheiros de shows de Saulo Laranjeira estão Elomar Figueira de Mello, Dércio Marques, Titane, Tadeu Franco, Saldanha Rolim, Telo Borges, entre outros. Laborioso no resgate e preservação das tradições do sertão, Saulo gravou trabalhos de grandes poetas, a exemplo de Camillo de Jesus Lima, com o Viola. Em 2011, participou como narrador do espetáculo Auto da Catingueira, de Elomar Figueira Mello, com gravação de DVD no Grande Teatro Palácio das Artes. Em 2016, lançou no Teatro Bradesco, o CD e DVD Lua Clareou, com Saulo Laranjeira e Banda – gravado no Grande Teatro do Palácio das Artes. Com arranjos de Ivan Corrêa, Renato Saldanha, e para as canções de Elomar, os arranjos são do seu filho João Omar. Em 2016, atua na novela Velho Chico (Globo Minas). Atendendo aos inúmeros pedidos dos fãs, anunciou recentemente sua volta ao programa A Praça é Nossa.

A HISTÓRIA DO SOLDADO, de Igor Istravinsky

 

Data: 6 de agosto (terça-feira)

Horário: 20h30

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada)

 

Data: 7 de agosto (quarta-feira)

Horário: 12h

Entrada gratuita

 

Local: Grande Teatro do Palácio das Artes

Endereço: Av. Afonso Pena, 1.537 – Centro

Informações para o público: (31) 3236-7400 | www.fcs.mg.gov.br

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Lucas Machado

Escritor, profissional de Marketing e Comunicação.

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